Depois de El Niño, Brasil se prepara para enfrentar La Niña

março de 2016

Após um ano repleto de alterações climáticas causadas pelo El Niño, outro fenômeno natural, chamado La Niña, vai se formar no fim de 2016. Entre o fim de um evento e o início do outro, teremos neutralidade. Mas as previsões são positivas.
No último ano o El Niño aumentou as chuvas na região Sul do país e tornou ainda mais rigorosa a seca do Nordeste. Mas, depois de tantos estragos, há uma boa notícia. Segundo o meteorologista da Climatempo Alexandre Nascimento, o El Niño vai enfraquecer gradativamente. “Ele está perdendo a força e vai terminar ao longo do outono, provavelmente no último mês da estação”, diz.
Com isso, o meteorologista explica que massas frias começam a se deslocar pelo país ainda no outono, o que é normal para a época quando não há nenhum fenômeno atuando. “O frio não vai chegar mais cedo como andam dizendo por aí, mas sim na hora certa, o que não aconteceu nos últimos dois anos”, esclarece o meteorologista.
Com a ausência do El Niño, e o início da La Niña, a primavera e o verão 2016/17 terão chuvas mais distribuídas pelo país. Ou seja, tanto o Norte quanto o Nordeste terão precipitações mais constantes, o que não ocorreu em 2015 e no começo deste ano.
No Sul, a chuva deve diminuir bastante em relação ao ano anterior, ou seja, a região não terá meses consecutivos debaixo d’água, o que aponta para um cenário climático mais dentro da normalidade e positivo, ainda mais para um ano com dois fenômenos opostos e tanta alteração no Pacífico.

Entenda os fenômenos
Ao contrário do El Niño, a La Niña caracteriza-se por um esfriamento anormal nas águas superficiais do oceano Pacífico Tropical, alterando o clima regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial, afetando assim, os regimes de chuva em regiões do Brasil.

Fonte: Notícias Agrícolas