Resultado de pesquisas com fungicidas protetores no controle da ferrugem da soja.

Março de 2016

Na região de Chapadão do Sul (MS) os produtores intensificaram, nesta safra, a utilização dos fungicidas protetores e têm alcançado bons resultados para a cultura da soja.
De acordo com o pesquisador e diretor executivo da Fundação Chapadão, Edson Pereira Borges, a entidade realiza pesquisar com os protetores há três anos, e nesta temporada os agricultores puderam confirmar os resultados positivos do uso dessa tecnologia.
Os sojicultores têm adotados essa nova estratégia de controle para evitar a resistência dos fungos aos produtos disponíveis no mercado.
Desde a safra 2011/12 o crescimento de populações resistentes aos princípios ativos existentes no mercado preocupa a cadeia produtiva. A resistência está relacionada a uma série de fatores, entre elas a utilização em larga escala de fungicidas curativos que possuem ação em um sítio específico do fungo, podendo gerar a resistência através de processo de reprodução do patógeno.
“O que temos ouvido é que não há no prazo de 10 nenhum novo produto para ser lançado, por isso precisamos preservar o que temos hoje para não sofrer com prejuízos depois”, ressalta o pesquisador e diretor executivo da Fundação Chapadão Edson Pereira Borges.
Neste sentido, a utilização de fungicidas protetores se mostra uma opção rentável. Os protetores devem ser associados aos produtos sistêmicos, potencializando sua ação e garantindo melhora na produtividade das lavouras. Além disso, eles possuem ação multissítio, agindo em diversas células do fungo e diminuindo a chance de desenvolvimento da resistência.
“A associação desses protetores, faz com que haja uma recuperação dos sistêmicos em termos de desempenho. Por outro lado, eles também auxiliam esses produtos que eventualmente não tem uma boa performance na mancha alvo, que é uma outra doença da soja”, explica Borges.
De acordo com o pesquisador, os fungicidas protetores também reduzem a fitotoxidez na soja, que é o efeito causado nas plantas por algumas substâncias prejudicando o seu desenvolvimento. Esta ação pode ser desencadeada por fungos, insetos, bactérias que parasitam as plantas e, ainda, pela aplicação incorreta de defensivos e de adubos.
O clima seco no início da safra adiou o aparecimento da ferrugem asiática nas lavouras de soja do Mato Grosso Sul, no entanto, não reduziu os cuidados com a doença.
“Vale a pena relembrar que as vezes há um período de estiagem e o produtor acha que a ferrugem não desenvolve neste período, no entanto, a partir do momento em que o fungo já está na cultura da soja a planta oferece todas as condições para que ela possa se desenvolver, em termos de nutriente e temperatura”, ressalta Borges.

 

Fonte: Notícias Agrícolas